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Unidade Educacional Eletiva: Oportunidade de Internacionalização no Currículo Médico

A Faculdade de Medicina de Marília (Famema) desde 1997 efetiva mudanças curriculares no curso médico, no sentido da integração básico-clínica e também utiliza de métodos ativos de aprendizagem. O currículo é fundamentado em competência profissional, integrado e centrado no estudante. As Unidades Educacionais Eletivas (UEE) fazem parte da grade curricular e são obrigatórias para estudantes da 2ª à 6ª série. Cada unidade é desenvolvida durante quatro semanas e em período do ano pré-determinado para a respectiva série. A carga horária realizada pelo estudante, mínima de 160 horas, é lançada no histórico escolar juntamente com os dados da instituição receptora e disciplinas e/ou estágios cursados com aproveitamento total. As UEE proporcionam aos estudantes oportunidades de participar ativamente da construção curricular, definindo áreas de interesse e para aprofundamento do seu conhecimento com o desenvolvimento de recursos cognitivos, psicomotores e afetivos. O estudante tem liberdade para organização do plano de trabalho, guardada coerência com os pressupostos curriculares do curso. A proposta é então analisada pelo orientador, supervisor da disciplina e/ou estágio e pelos responsáveis das UEE. Essas experiências permitem um contato precoce dos estudantes com o mundo do trabalho. O exercício da reflexão baseada na prática possibilita aos estudantes conhecerem múltiplas realidades, inclusive no exterior. Nos três últimos anos tivemos 52 estudantes que realizaram a UEE em instituições estrangeiras, sendo 19 estudantes em 2014, 16 estudantes em 2015 e 17 em 2016. Como o curso médico totaliza 480 estudantes matriculados, cerca de 10,83% destes puderam ter uma vivência acadêmica internacional com total aproveitamento curricular. Esta validação é um estímulo à internacionalização e abre oportunidade para aquisição das seguintes fortalezas1: I) Conhecimento de doenças que afetam país estrangeiro; II) Conhecimento de outros sistemas de saúde e educação; III) Desenvolvimento de habilidades clínicas, de comunicação, de pesquisa e conhecimento/aperfeiçoamento de outro idioma; IV) Reconhecimento de influências culturais, sociais e econômicas na saúde do paciente; V) Competência intercultural; VI) Conhecimento sobre o mundo; VII) Desenvolvimento pessoal e confiança. Dentre estas, destaca-se a Competência Intercultural enquanto processo de aprendizagem dinâmico, contínuo, interativo que transforma atitudes, habilidades e conhecimentos para comunicação e interação efetivas entre culturas e contextos.



1. Stütz A, Green W, McAllister L, Eley D. Preparing medical graduates for an interconnected world: current practices and future possibilities for internationalizing the medical curriculum in different contexts. J Stud Int Educ [Internet]. 2015 [cited 2016 Mar 10];19(1):28-45. Available from: http://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/1028315314536991

Author(s):

Alessandra Marlyn Silva Guimarães    
Faculdade de Medicina de Marília
Brazil

Ieda Francischetti    
Faculdade de Medicina de Marília
Brazil

Camila Mugnai Vieira    
Faculdade de Medicina de Marília
Brazil

Maria José Sanches Marin    
Faculdade de Medicina de Marília
Brazil

 

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