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A INTERNACIONALIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO: O PROGRAMA CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS NA GRADUAÇÃO EM SAÚDE

A internacionalização do ensino tem sido vista como prioridade para muitas Instituições de Ensino Superior no cenário mundial. Significa uma série de atividades internacionais, tais como: mobilidade acadêmica de estudantes e docentes, criação de novos programas acadêmicos de pesquisas conjuntas. Entre as iniciativas de internacionalização encontra-se o Programa Ciência sem Fronteiras, regulamentado pelo Decreto n.º 7.642, de 13/12/2011. Na UNIFESP este Programa apresenta um fluxo contínuo aos alunos de graduação, dentro de suas áreas prioritárias, destacam-se as áreas das Ciências da Saúde e Biomédica, Farmacêutica, Biotecnologia e Biodiversidade. O estudo visou investigar o processo de internacionalização dos estudantes de graduação da área da saúde. Analisar, especificamente, as razões que impulsionam os estudantes à realização de um intercâmbio internacional, identificar os principais obstáculos que o aluno da área da saúde encontra no processo de intercâmbio, conhecer as contribuições e benefícios na visão desse aluno e mapear as sugestões dos estudantes participantes visando o aprimoramento do processo de internacionalização. Com abordagem quanti-qualitativa de caráter exploratório, o estudo foi realizado na UNIFESP com a participação de 94 estudantes da área da saúde, que foram bolsistas do Programa entre 2011 a 2015, respeitando todos os preceitos éticos da pesquisa. O instrumento de coleta de dados utilizado na pesquisa foi composto de três partes: um formulário de informações sociodemográficas, uma escala atitudinal tipo Likert e duas questões abertas. As assertivas foram analisadas estatisticamente e as questões abertas foram submetidas à uma análise de conteúdo modalidade temática. Os estudantes da UNIFESP que participam do Programa CSF mostram-se com ótimas expectativas frente à possibilidade de um intercâmbio internacional, idealizam várias possibilidades com a realização do intercâmbio, a vivência em outro país, o tempo longe da família, entre outros fatores. A família é considerada muito importante na decisão de participar de um intercâmbio, bem como o fator financeiro. Os estudantes apontam dificuldades de comunicação com a SRI e com as informações divulgadas nos editais de seleção, alegando um alto custo de preparação com documentos para o intercâmbio. Enfatizam que as matérias cursadas no exterior necessitam ser incorporadas no histórico escolar dos estudantes. Ressaltam que o Programa proporciona um diferencial na sua vida profissional e sugerem o aprimoramento do processo de seleção de candidatos. Esta investigação não teve como pretensão esgotar esta temática tão relevante para o aprimoramento da formação dos estudantes brasileiros. Entendemos que a internacionalização e, especialmente, o Programa CsF necessitam de mais estudos.

Author(s):

Varner Timoteo    
Centro de Desenvolvimento do Ensino Superior em Saúde
Brazil

 

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